Ronco e Apnéia

SAIBA MAIS SOBRE O RONCO A APNÉIA - ACESSE: Ronco x Mau hálito - Prevenção - Tratamento

Certamente o fenômeno biológico e físico do ronco durante o sono, como tantos outros fenômenos inerentes ou decorrentes do funcionamento normal do corpo humano, é tão antigo como o próprio homem.

A humanidade conviveu com este fenômeno há milênios tomando-o como uma coisa normal, decorrente do sono profundo de determinados indivíduos, acreditando até que fosse uma manifestação de boa saúde.    

O incomodo causado aos outros indivíduos, normalmente aos familiares, era o único problema a ser considerado e rotineiramente resolvido com o isolamento do roncador em um quarto só para ele, de maneira que seu ronco não viesse a se tornar um fator de perturbação do sono dos demais.

Só muito recentemente a ciência começou a se preocupar com este fenômeno, ao observar certa relação entre o indivíduo que ronca durante o sono e seu comportamento durante as horas em que está acordado, especialmente no que se refere à queda do seu grau de eficiência durante as atividades diurnas.


Ronco e Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS
)  

Em uma pessoa que não ronca, o ar entra normalmente pelas narinas, sem produzir qualquer ruído ou incômodo, como na figura abaixo:

Respiração normal

O RONCO é uma obstrução parcial das vias aéreas superiores (FIGURA 1), obrigando à pessoa a respirar pela boca, sendo que o ar consegue passar mas, produzindo ruído, pela vibração causada pela passagem do ar com dificuldade. 

Ronco


Já a APNÉIA (FIGURA 2) ocorre quando esta obstrução se agrava, sendo uma obstrução total das vias aéreas superiores, o que impede a passagem do ar.  

Apnéia


RONCO:
   

Engana-se quem pensa que roncar seja apenas uma circunstância incômoda. É uma doença, que requer atenção e que, se não for tratada devidamente, pode causar uma série de situações de risco.   

O ronco é um problema que atinge cerca de 40% dos homens adultos, 30% das mulheres e que se torna mais freqüente com o avanço da idade. Estima-se que o ronco esteja presente no sono de 60% das pessoas com mais de 55 anos.  

Também é três vezes mais comum em obesos do que em magros. Quando a pessoa engorda, é como se o pescoço dela fosse uma câmara de ar de caminhão que quando a enchemos, tanto aumenta o volume externo, como também diminui o espaço interno das vias aéreas superiores, o que dificulta a passagem do ar.  

Indivíduos obesos ou acima do peso ideal apresentam algumas das causas mais comuns do ronco: dobras mucosas excessivas e acúmulo de gordura submucosa; pescoço curto e grosso, com tecido cervical em excesso. Existem também fatores locais do hospedeiro, como macroglossia (língua grande), micro ou retrognatia (queixo pequeno ou para traz), hipertrofia do pálato, hipertrofias de amígdalas (amígdalas grandes) ou a pessoa ter anatomia do rosto desproporcional.   

Existe ronco sem apnéia, mas não existe apnéia sem ronco. Se o ronco não for tratado, os sintomas dele podem piorar e a grande ameaça é a possibilidade de ele ser apenas o quadro inicial de um problema mais grave, a APNÉIA, uma doença crônica que pode levar à morte.  

APNÉIA (SAOS):
   


A apnéia ocorre quando a obstrução à passagem do ar é total, provocando parada respiratória por mais de 10 segundos. Esse quadro pode se repetir várias vezes durante a noite sem que a pessoa saiba. Calcula-se que 30% dos roncadores sofram também de apnéia.  

Existe também uma deteriorização da capacidade intelectual, da capacidade de atenção, concentração e diminuição da oxigenação.

Estatísticas demonstram que existem 4 vezes mais acidentes de carro em quem tem apnéia, porque a pessoa fica muito sonolenta durante o dia.  Conseqüências da apnéia: Asfixia, podendo trazer hipertensão, problemas cardíacos, etc. Fragmentação do sono, conseqüências hemodinâmicas: aumento da pressão arterial, aritmia cardíaca, morte súbita, diminuição da saturação de oxigênio, taquicardia, aumento do número de infartos.  
Quanto mais o paciente tem ronco e apnéia, maior a chance de ter um aumento de pressão arterial e conseqüentemente o ronco e a apnéia estão indiretamente relacionados ao aumento da taxa de mortalidade.   

SINTOMAS MAIS COMUNS:  


A) SINTOMAS NOTURNOS:
    


- ronco - pausas respiratórias  - sono agitado com múltiplos despertares  - a pessoa levanta várias vezes durante a noite para urinar  - sudorese (aumento da transpiração em relação a uma pessoa normal)    

B) SINTOMAS DIURNOS
:  

- sonolência excessiva  - problemas de memória  - redução da libido (impotência sexual)  - irritabilidade  - sintomas depressivos  - ansiedade  - cefaléia matinal (dor de cabeça)  - comportamentos automáticos          

NO MOMENTO NÃO ESTAMOS ATENDENDO NOVOS PACIENTES DE RONCO E APNÉIA.

Conheça também o site www.ronco.net.br para obter informações sobre o Ronco e a Apnéia.

IMPORTANTE: Para encontrar um profissional que trate o Ronco e a Apnéia com aparelhos Intra-Orais, acesse o site Dentista do sono e em Campinas/SP indicamos a Dra. Ana Estela Pereira, no site Ronco e Sono.

Fonte das figuras utilizadas nessa página: http://www.cadastro.abneuro.org/site/publico_sono.asp - Academia Brasileira de Neurologia

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